
Banco Central e a nova regulamentação de cibersegurança que entrou em vigor em 1º de março
16/03/2026A nova regulamentação de cibersegurança do Banco Central entrou em vigor em 1º de março de 2026 e trouxe mudanças relevantes para instituições autorizadas a operar no Sistema Financeiro Nacional. Entre as exigências regulatórias, um ponto ganhou grande atenção do mercado: a realização periódica de testes de intrusão, frequentemente chamada no setor de Pentest.
Embora o termo “Pentest obrigatório do Banco Central” seja amplamente utilizado no mercado, tecnicamente a regulamentação estabelece a exigência de realização periódica de testes de intrusão conforme critérios definidos pelo regulador. Ainda assim, o mercado passou a utilizar com frequência a expressão “Pentest obrigatório” para se referir a essa exigência regulatória.
No entanto, a questão mais relevante para as instituições financeiras não é apenas cumprir o requisito formal do teste. A pergunta estratégica é outra: a estrutura de segurança da organização está preparada para o que o Pentest pode revelar?
Quando especialistas conduzem o Pentest de forma adequada, o teste expõe fragilidades técnicas, falhas de processo e lacunas de governança que muitas vezes permanecem invisíveis no dia a dia operacional. Por esse motivo, sua importância vai muito além da simples conformidade regulatória.
Como funciona o Pentest obrigatório do Banco Central
A exigência de testes de intrusão prevista na regulamentação de cibersegurança busca validar, na prática, a efetividade dos controles de segurança implementados pelas instituições financeiras.
Nesse contexto, durante um Pentest especialistas em segurança simulam ataques reais contra sistemas, aplicações ou infraestrutura da organização. O objetivo é identificar vulnerabilidades exploráveis e avaliar até que ponto um atacante poderia comprometer ativos críticos.
Diferentemente de uma simples varredura de vulnerabilidades, o Pentest envolve análise técnica aprofundada e exploração controlada de falhas. Dessa forma, o processo permite compreender não apenas se existem vulnerabilidades, mas também qual seria o impacto real de sua exploração.
Além disso, o teste funciona como um mecanismo independente de validação da postura de segurança da instituição. Ele ajuda a responder perguntas fundamentais para a gestão de risco tecnológico: quais ativos estão mais expostos, quais controles são eficazes e quais falhas precisam ser tratadas com prioridade.
Por esse motivo, reguladores financeiros ao redor do mundo passaram a adotar requisitos semelhantes, reconhecendo que avaliações técnicas independentes são essenciais para garantir a resiliência do sistema financeiro.
Por que o Pentest não pode ser tratado como formalidade
Em muitos casos, organizações adotam uma abordagem reativa em relação aos testes de intrusão. Elas contratam o teste para atender a uma exigência regulatória, recebem o relatório técnico e executam correções pontuais nas vulnerabilidades identificadas.
Contudo, essa postura não atende à lógica da regulamentação de cibersegurança. O regulador não avalia apenas a realização do teste, mas principalmente a maturidade da estrutura de segurança da instituição.
Quando as organizações tratam o Pentest apenas como um checklist regulatório, elas podem criar uma falsa sensação de conformidade. Vulnerabilidades críticas são corrigidas pontualmente, enquanto falhas estruturais permanecem no ambiente tecnológico.
Em um cenário de ataques cada vez mais sofisticados, essa abordagem se mostra insuficiente. O verdadeiro valor do Pentest está em sua capacidade de revelar fragilidades sistêmicas e orientar melhorias estruturais na postura de segurança.
O que o Pentest realmente valida dentro da regulamentação
Embora o Pentest seja essencialmente um exercício técnico, seus resultados têm impacto direto na governança de segurança da organização.
Mais do que identificar vulnerabilidades específicas, o teste permite avaliar se os processos internos de segurança funcionam de forma consistente. Em outras palavras, ele revela se a organização possui capacidade real de prevenir, detectar e responder a ameaças.
Entre os aspectos que normalmente são evidenciados em um Pentest estão:
- exposição de vulnerabilidades críticas em sistemas ou aplicações
- eficiência dos processos de correção de falhas
- rastreabilidade das ações realizadas pela equipe técnica
- visibilidade da alta administração sobre riscos tecnológicos
Quando analisados sob essa perspectiva, os resultados do teste deixam de ser apenas um relatório técnico. Assim, passam a se tornar um instrumento relevante de governança.
Instituições mais maduras utilizam os resultados do Pentest para aprimorar políticas de segurança, priorizar investimentos e fortalecer seus processos de gestão de riscos.orar políticas de segurança, priorizar investimentos e fortalecer seus processos de gestão de riscos.
Onde normalmente surgem os riscos invisíveis
A regulamentação de cibersegurança do Banco Central reforça a necessidade de controles consistentes no dia a dia operacional das instituições financeiras. No entanto, muitas organizações ainda apresentam fragilidades recorrentes que acabam sendo expostas durante testes de intrusão.
Uma dessas fragilidades está relacionada ao controle de acessos. Privilégios excessivos, ausência de revisões periódicas e falta de segregação de funções ampliam significativamente a superfície de ataque de um ambiente corporativo.
Outro ponto crítico é a gestão de vulnerabilidades. Ambientes tecnológicos complexos exigem processos contínuos de identificação, priorização e correção de falhas. Sem esse processo estruturado, muitas organizações acabam mantendo vulnerabilidades conhecidas expostas por longos períodos.
Da mesma forma, o monitoramento de segurança precisa ser permanente. Muitas organizações operam com visibilidade limitada sobre seu ambiente tecnológico. Por isso, torna-se essencial contar com monitoramento contínuo 24×7 capaz de identificar comportamentos anômalos e responder rapidamente a incidentes.
Esses fatores demonstram que o resultado de um Pentest raramente está relacionado a uma única falha isolada. Na maioria dos casos, ele revela fragilidades estruturais na forma como a segurança é gerenciada.
Evidências auditáveis e a importância da retenção de logs
Outro aspecto frequentemente negligenciado está relacionado à gestão de logs e evidências de segurança. A regulamentação de cibersegurança reforça que instituições financeiras precisam manter registros capazes de sustentar auditorias e investigações.
Sem registros adequados, as equipes não conseguem reconstruir eventos de segurança ou comprovar que determinados controles estavam em funcionamento no momento de um incidente.
Por esse motivo, a retenção estruturada de logs se torna um elemento essencial da governança de segurança. Sem registros íntegros, correlacionados e preservados adequadamente, não existe evidência auditável.
Essa exigência não se limita à geração de logs. Também é necessário correlacionar os registros, armazená-los com integridade e mantê-los por períodos adequados para análise posterior.
Quando esse processo funciona corretamente, ele permite não apenas responder a incidentes, mas também demonstrar conformidade regulatória e fortalecer a transparência perante auditorias.
Pentest como parte de um programa contínuo de segurança
Para que a exigência regulatória de testes de intrusão realmente gere valor para a organização, ela precisa estar inserida em um programa mais amplo de segurança cibernética.
Instituições mais maduras entendem que o Pentest deve funcionar como uma ferramenta de validação dentro de um ciclo permanente de melhoria da postura de segurança. Nesse modelo, as equipes de segurança utilizam os resultados do teste para orientar decisões estratégicas e fortalecer processos internos.
Além disso, quando integrado a práticas consistentes de governança, gestão de vulnerabilidades e monitoramento contínuo, o Pentest deixa de ser uma fotografia pontual e passa a validar a resiliência real do ambiente tecnológico.
Em um setor tão sensível quanto o financeiro, essa abordagem se torna fundamental para reduzir riscos operacionais e garantir a continuidade das operações.
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